As lesões do sistema osteomuscular podem classificar-se em agudas ou por sobrecarga. Estas, em contraste com as lesões agudas, não são o resultado de um único traumatismo, mas sim de uma série de forças repetitivas que vencem a capacidade de reparação dos tecidos. Caracterizam-se pelo aparecimento de dor crónica, geralmente de longa evolução e com períodos de recorrência, nalguma estrutura do aparelho locomotor. Se a causa que produz não for evitada - habitualmente a hiper solicitação desportiva -, a dor pode tornar-se permanente e incapacitar o desportista -, a dor pode tornar-se permanente e incapacitar e desportista. Em geral, não existe um antecedente traumático agudo que explique a dor, embora possa acontecer que um traumatismo desencadeie os sintomas de uma lesão por sobrecarga que estava então subjacente. Cada desporto provoca uma hiper solicitação específica do aparelho locomotor, em relação à sua biomecânica. Por isso, cada mobilidade desportiva favorece o aparecimento de lesões típicas por sobrecarga.
Origem
As lesões por sobrecarga produzem-se por auto traumatismo, ou seja, o próprio aparelho locomotor – através de acções não necessariamente violentas de pressão, tracção ou corte, repetidas em forma de micro traumatismos e com efeitos acumulativos – é capaz de desencadear e desenvolver alterações anatómicas e funcionais sobre si próprio. Existe uma relação evidente entre o mecanismo que produz a lesão e a biomecânica do gesto desportivo que a origina. Assim, as lesões por sobrecarga são específicas de cada desporto.
Factores causadores
Os factores que causam lesões por sobrecarga podem ser intrínsecos ou extrínsecos.
Factores intrínsecos
Factores extrínsecos
É evidente que, quando se reúnem factores intrínsecos, o potencial da lesão aumenta extraordinariamente.
Inflamação
A inflamação é um processo de calor, avermelhamento, inchaço e dor localizados que acompanha as lesões desportivas. A inflamação é um fenómeno biológica extraordinariamente complexo no qual participam muitos tipos de células, enzimas e outras substâncias fisiologicamente activas. Nas lesões por sobrecarga, a soma de forças repetitivas conduz aos microtraumatismos ou à destruição de um pequeno número de células. Os produtos residuais desta destruição são provavelmente os desencadeantes do processo inflamatório.
O primeiro passo da inflamação é uma pequena vasoconstrição para controlar o sangramento. A seguir, produz-se a saída dos capilares de células e fluidos com distintas funções: destruição, limpeza e reparação. A inflamação é um processo necessário na cicatrização das lesões. No entanto, se não se tratar, este processo pode autoperpetuar-se e dar lugar a inflamações crónicas.
Tecidos afectados por sobrecarga
Músculos. A lesão muscular por sobrecarga é o resultado de uma inflamação tardia do músculo. Ocorre depois de 12-48 horas de exercício e manifesta-se por dar com o movimento, inchaço e hipersensibilidade no grupo muscular afectado. Pode persistir durante 4-12 dias. Em caso de inflamação crónica do músculo, pode produzir-se um extravasamento de líquidos, o que provoca um aumento excessivo da pressão dentro do compartimento muscular.
Tendões. A reacção inflamatória dos tendões origina uma tendinite. Os tendões podem lesar-se por cargas repetidas ou por irritação mecânica persistente. Esta fadiga é mais comum na zona de união do tendão com o osso, já que é uma zona muito pouco vascularizada.
Prevenção da lesão por sobrecarga
Tratamento
Os objectivos do tratamento são reduzir a dor e a inflamação, promover a cicatrização e reabilitar o membro lesionado para prevenir o reaparecimento da lesão. Para isso é necessário repouso ou conforme o desporto e o tipo de lesão produzida, medicação anti-inflamatórios, fisioterapia, reabilitação, corrigindo os problemas de alongamento, flexibilidade. Por vezes é necessária cirurgia para corrigir a biomecânica ou a anatomia.
Modalidade: tenis de mesa
Universo: 7atletas
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