Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Lesões Ósseas

 

 

O esqueleto humano, armação biológica com a qual nos sustentamos, é composto por 206 ossos, que podem ser estudados de três formas distintas: como um material, como um tecido e como um órgão.

 

  • Como material, o osso é composto combinado muito resistente à compressão. É forte e leve, tão elástico como o carvalho e tão resistente como o aço mas três vezes mais leve.
  • Como tecido, o osso é formado por uma série de células vivas inseridas numa matriz óssea mineralizada.
  • Como órgão, o osso contém diferentes tecidos, tecido adiposo e tecido vascular.
Definição de fractura
Define-se como fractura a solução de continuidade num osso. Imediatamente, depois de ocorrer uma fractura óssea, desencadea-se uma série de processos biológicos com o objectivo de reparar a lesão.
Tipos de fracturas
As fracturas podem classificar-se de acordo com diversos critérios.
Segundo a sua relação com o exterior:
·        Fractura aberta (exposta). Há lesão da pele e das estruturas moles, com comunicação o exterior e para o foco de fractura.
·        Fractura fechada. Quando não há ligação entre o foco de fractura e o exterior.
Segundo a zona do osso:
·        Fracturas epifisárias.
·        Fracturas metafisárias.
·        Fracturas diafisárias.
·        Fracturas articulares.
 
Segundo o mecanismo de produção:
  • Directa. Transversa por esmagamento, penetrante a baixa ou alta velocidade.
  • Indirecta. Tracção, angulação, rotação, compressão vertical e mista.
 
Segundo a idade:
  • Fractura em ramo verde. É típica nas crianças. Não se produz a fractura completa, o osso parte-se da mesma forma que uma cana.
  • Epifisiólise. A fractura afecta a epífise do crescimento ósseo. Como é lógico, produz-se nas crianças.
 
Segundo o grau de deslocamento dos fragmentos:
  • Pouco deslocada.
  • Muito deslocada.
  • Cominutiva. Grande quantidade de fragmentos.
As fracturas por stress, fadiga ou esgotamento são um tipo de fracturas atípicas e que se produzem como resposta à pressão provocada por actividades intensas e repetidas.
 
Diagnóstico
O diagnóstico de uma fractura estabelece-se pelas manifestações clínicas que o desportista apresenta e pelos dados proporcionados pelas explorações complementares.
  • Quandro clínico. Dor, membro deformado, incapacidade funcional, tumefacção, edema e hematomas, exposição ou não do osso, com crepitação dos fragmentos ósseos ou amplitude de movimentos anómala.
  • Estudos radiológicos. São os mais simples e habituais. É necessário dispor pelo menos de duas projecções do membro.
  • Estudos gamagráficos. Utilizam-se isótopos com especial afinidade por determinadas zonas lesadas. São mais recomendáveis para as fracturas da fadiga.
  • Estudos de temografia axial computadorizada. Radiologia assistida por computador, que permite obter cortes sucessivos do membro.
  • Estudos de ressonância magnética. Faz-se passar o individuo por um campo magnético, que produz alterações nos protões. Estas são registadas por métodos informáticos e traduzidas em imagens. Permite cortes sagitais do corpo ou de um membro.
Tratamento
Podem surgir complicações como consequência do tipo da fractura e do tratamento administrado.
  • Complicações da fractura. Há fracturas que por si só apresentam um alto índice de complicações. Assim, as fracturas expostas têm uma maior percentagem de infecções, não só das partes moles, mas também do osso. As fracturas que afectam articulações têm maior poder artrogénico que as não articulares. As epifisiólises podem alterar a cartilagem de crescimento do osso e provocar uma dismetria dos membros. As fracturas que afectam os membros de carga podem variar a biomecânica da marcha, da corrida e do salto.
  • Complicações do tratamento. As infecções pós-cirúrgicas, a ruptura do material, as rotações dos membros, as falhas na técnica ou a utilização de uma técnica inadequada para uma determinada lesão, a utilização incorrecta dos gessos, que provocam fenómenos compressivos, as complicações devidas à anestesia.
  • Complicações mistas. Certas fracturas e tratamentos podem conduzir ao estado que se designa por pseudo-artrose, definida como a ausência de consolidação óssea após um tempo considerado adequado. Estes casos costumam requerer um tratamento cirúrgico mais enérgico.
Publicado por lesoesdesportivas às 21:34
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